domingo, 31 de maio de 2015

Estágio da Orquestra Júnior e Concertos Didáticos 2014/2015


No presente ano letivo, a Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC) deu continuidade ao projeto anual de Concertos Didáticos destinados a alunos do 6.º ano do Ensino Básico.



Depois do necessário estágio de preparação, a Orquestra Júnior da EPMVC, orientada pelo Maestro Rafa Agulló Albors, proporcionou aos jovens alunos oriundos de várias Escolas do distrito de Viana do Castelo o contacto direto com a música erudita, e com as diferentes famílias instrumentais de uma orquestra sinfónica, numa perspetiva de enriquecimento cultural e de interação com a disciplina de Educação Musical.



O caráter didático desta iniciativa foi mais uma vez muito satisfatoriamente acolhido por professores e alunos, sobretudo pelo carácter lúdico e dinâmico que sempre a caracteriza e pela possibilidade de contacto real com os instrumentistas da EPMVC, alguns deles com apenas um ano de formação.














Álbum Concertos Didáticos 2015 EPMVC - Aqui! Fotografias de © Carlos Sampaio


domingo, 3 de maio de 2015

A Escola que Dança - Comemoração do Dia Mundial da Dança 2015 na EPMVC



O terceiro tema do projeto ContactAR-TE, artes em diálogo do ano letivo 2014/2015 é "A Dança". 







O Dia Mundial da Dança foi instituído em 1982 pelo Conselho Internacional da Dança, entidade criada sob a égide da UNESCO com o objetivo de celebrar esta ARTE universal que ultrapassa barreiras políticas, éticas e culturais e promove a PAZ entre os povos.




Em abril 2015, todas as turmas da EPMVC (e alguns professores) celebraram assim (Álbum de Fotografias - aqui!) o Dia Mundial da Dança!


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vencedores do Idipsumúsica 2014 visitaram a Paris

A 30 de maio 2014, na Casa da Música, decorreu a final do Concurso Interno de Música de Câmara da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC) - "Idipsumúsica".

Os vencedores, o sexteto de clarinetes "Previntal" composto pelos alunos Filipe Machado, Catarina Carvalho, Jéssica Loureiro, Marta Viana, David Cadilha e Joana Lima tiveram como prémio uma viagem a Paris.



O roteiro dessa viagem incluiu visitas ao Museu dos Instrumentos na Cité da la Musiqueao Centre Georges Pompidou e à Torre Eiffel e ainda um concerto na nova sala de concertos da cidade Philarmonie pela Orquestra de Paris.





Fica o vídeo de testemunho da referida viagem. Parabéns!  


domingo, 12 de abril de 2015

"Andante Animato" - I Caminhada EPMVC / Gabinete Cidade Saudável: um domingo mais Ativo, mais Saudável, mais Feliz!



Hoje, 12 de abril de 2015 realizou-se a primeira caminhada da EPMVC em parceria com o Gabinete Cidade Saudável da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Da "Andante Animato 2015" fica um álbum de fotografias de © Carlos Sampaio (clicar na imagem). Esperamos que a próxima tenha ainda mais adeptos!









quarta-feira, 8 de abril de 2015

À conversa com Henrik Chaim Goldschmidt



“Prometam-me que não se vão esconder quando tocam, a música é felicidade e a felicidade não se deve esconder, mas partilhar


Durante os dias 30 e 31 de março e 1 de abril de 2015, na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), decorreu um Curso de Aperfeiçoamento Artístico (Masterclass) de oboé. O oboísta Henrik Chaim Goldschmidt deu a seguinte entrevista ao “Folha da Música”:



1. Quando decidiu seguir uma carreira como oboísta profissional?

A minha mãe era música e toda a minha família sabia música e, quando eu era ainda muito novo, percebi que seguir uma carreira musical poderia ser algo de muito positivo para mim. Eu também não gostava de trabalhar (risos) e por isso achei que ser músico me daria uma boa vida (risos). Na verdade, gostava da ideia de acordar de manhã e poder tocar e por isso, quando tinha apenas 15 anos, fiz uma audição para entrar numa escola superior de música [Det Fynske Musikkonservatorium], onde comecei a estudar com 16 anos. Aos 19 anos consegui o meu primeiro trabalho numa pequena orquestra sinfónica dinamarquesa [Odense Symfoniorkester]. Comecei muito cedo e nunca trabalhei, apenas toquei música! (risos)



2. Lemos na sua biografia que em 2003 fundou a Orquestra da Paz no Médio Oriente que reúne músicos judeus e árabes para difundir uma importante mensagem. Que mensagem é essa?

Eu sou judeu. Durante toda a minha vida senti na pele a guerra entre Israel e a Palestina. A guerra e as mortes geram muita tristeza e eu vi na música uma oportunidade: apercebi-me que a música faz amizades. Assim, procurei e ainda hoje procuro músicos árabes com quem tocar, fazemos música juntos e depois disso deixamos de nos ver como inimigos, passamos a ser amigos. 
Foi também essa a razão pela qual comecei a ensinar crianças palestinianas e israelitas a cantar. Ao cantarem juntas elas acabam por se tornar amigas. Ensino-lhes que é muito melhor estarmos juntos a fazer música do que guerrearmo-nos. 
Este passo pode não fazer a diferença no mundo, mas faz a diferença nos seus e no meu pequeno mundo. 
Antes de começar este projeto não tinha amigos árabes e agora tenho: comemos juntos, tocamos juntos, conhecemos as famílias uns dos outros. A música pode ajudar a construir a paz.  



3. Que tipo de repertório poderá ajudar a passar essa mensagem?

Através desse projeto aprendi a tocar música árabe e ensinei música judaica. Cantamos em Hebraico e em Árabe, e assim aprendemos sobre a cultura de cada povo e aprendemos a respeitá-las porque percebemos que nenhuma cultura é superior à outra. 
As mães dos israelitas e as mães dos palestinianos ficam igualmente tristes por verem os seus filhos partirem para a guerra. Eu sou pai e não quero que os meus filhos tenham de fazer a guerra, prefiro que façam amigos em vez de inimigos.   



4. Algum dos últimos acontecimentos na Dinamarca relacionados com o ódio que existe entre pessoas de diferentes religiões o tocou particularmente?

Sim, muito. Os Judeus são odiados por algumas pessoas de diferentes religiões e, este ano, na Sinagoga que eu frequento, ao celebrarmos um B'nai Mitzvá (um evento de comemoração da entrada dos jovens judeus - rapazes e raparigas - na comunidade, por atingirem a maturidade) tudo terminou de forma trágica. 
Depois da cerimónia, todos os convidados vão comer e dançar e há bandas a tocar. Eu estava numa festa dessas e um amigo meu estava lá fora de guarda, porque sempre sabemos que como temos muitos inimigos algo pode correr mal e há sempre quem fique a vigiar as entradas. Um árabe apareceu e alvejou-o… (silêncio) Desculpem mas custa-me muito falar sobre isto porque era muito meu amigo. Ele morreu, não porque era um criminoso, mas porque era judeu. 
Não parei de tocar, toquei inclusivamente no seu funeral. Depois de passar por alguns momentos de revolta interior decidi que a única forma de ajudar a minha comunidade seria organizando uma cerimónia em sua homenagem com crianças muçulmanas, cristãs e judaicas a cantarem em conjunto para mostrar à sociedade que não queremos guerra, não queremos que isto continue a acontecer. O meu grande objetivo é usar a Música, a Arte, para fazer o bem. 
Eu penso que os músicos devem tocar mesmo nos piores momentos, porque a vida também é feita de momentos tristes e a música pode ser muito importante na tristeza. 



 


5. Tem um tipo de público favorito? Porquê?

O meu público preferido são as crianças. Toco muitos concertos para crianças de diferentes religiões: muçulmanos, cristãos, judeus, entre outras. Por vezes, nesses concertos, consigo que o público cante em uníssono e que todas as crianças partilhem o mesmo sentimento. 
Não compreendo como ainda hoje há quem diga que não gosta das pessoas desta ou daquela religião, deste ou daquele país, sem efetivamente conhecerem pessoas dessa religião ou desse país. Por isso, reúno as crianças e tento passar-lhes a mensagem de que todos podemos ser boas ou más pessoas, mas não por causa da nossa religião ou nacionalidade. Ensino-lhes que devemos ser abertos a descobrir os outros, a ter amigos de todas as religiões e nacionalidades e acredito que estas crianças, quando crescerem, poderão ser melhores do que as gerações anteriores, porque são mais abertas à diferença. Vocês [jovens oboístas da EPMVC] poderão criar um mundo melhor.  


  
6. Há algum segredo para fazer uma boa palheta? Já usou palhetas de plástico? Tem alguma preferência? 

Já experimentei palhetas de plástico, mas não gosto delas porque não me permitem obter um som bonito. São mais fáceis de tocar para quem está a começar, mas eu acho que é muito melhor aprender a tocar com uma palheta de madeira que seja confortável.
Fiquei muito contente por ver que mesmo as duas alunas mais novas, que só tocam há cerca de cinco meses, não estão a usar palhetas de plástico e já estão a ter um som bonito, graças a terem bons professores e a tocarem com boas palhetas, o que também é importante. 
Eu penso que o segredo para ter uma boa palheta é não a fazer demasiado resistente. Temos de ter uma palheta com que se consiga um som forte e piano, uma palheta que responda ao que queremos transmitir e que vibre. O segredo é não as fazermos demasiado resistentes para que o som venha do nosso corpo [das ressonâncias que criamos com o corpo]. O som deve vir daquilo que imaginamos, do que temos em mente e do nosso corpo. Um bom músico e uma boa palheta fazem um bom oboísta.




7. Que conselho gostaria de deixar aos alunos desta Escola que ambicionam começar uma carreira musical?

O meu conselho é muito simples e provavelmente os alunos da Escola não o vão querer ouvir: devem praticar muito. Não se pode ser músico profissional sem trabalhar muito. Eu adoro ensaiar. Pego no meu oboé e sinto prazer em tocar. Estou sempre a tentar tornar-me um músico melhor. Todas as manhãs toco em todas as escalas: 12 maiores e 12 menores. Toco-as devagar, legato, staccato. Depois toco as músicas que naquele momento me ocorrem. 
Quando quero aprender uma peça, estudo-a e depois fecho a partitura e tento tocar de memória. Às vezes, trabalho muitas horas para decorar uma única peça. Mas se queremos ser músicos devemos gostar de tocar, devemos sentir prazer em tocar e com o oboé ainda é mais difícil porque nem sempre soa como nós queremos e a única forma de o fazermos soar bem é praticando. Quando gostamos do que fazemos torna-se fantástico ser músico. 
O meu segundo conselho é terem um reportório próprio. Como são portugueses, aprendam músicas portuguesas, por exemplo. Assim estarão a criar a vossa própria identidade enquanto músicos. Eu sou um músico judeu e toco música judaica e canto canções em Hebraico. Como vivo na Dinamarca, também aprendi a tocar música dinamarquesa. Se me convidam para tocar música dinamarquesa eu aceito: ao piano, com o oboé ou o clarinete, ou mesmo cantando, toco para idosos, para crianças.
Eu sou um músico de formação erudita que tem a sorte de tocar numa orquestra sinfónica, mas gosto de tocar todo o tipo de música. Eu toco em festas para as pessoas dançarem e em casamentos. Sou muito aberto, não toco apenas um tipo de música e penso que um verdadeiro músico deve ser assim, deve diversificar: aprender piano, percussão, aprender a cantar. 
Sempre que me junto com outros músicos é isso que faço. Tirar prazer da música e de estar com outros músicos é uma ótima forma de viver. Prometam-me que não se vão esconder quando tocam, a música é felicidade e a felicidade não se deve esconder, mas partilhar. 




Relembra-se que Henrik Chaim Goldschmidt é oboísta principal da Orquestra Real da Dinamarca, em Copenhaga. Estudou na Karajan Accademy em Berlin e tem tocado a solo em algumas das mais prestigiadas orquestras do mundo, entre as quais a Filarmónica de Berlim. 
As suas gravações para a EMI enquanto músico solista são reconhecidas internacionalmente, e Goldschmidt recebeu um Grammy em 1993, pela melhor gravação de música erudita. O oboísta tem conquistado vários prémios e distinções pelo seu trabalho de excelência e por unir povos desavindos através da Arte. Segundo o próprio: “A Música é um lugar de encontro e uma plataforma a partir da qual se pode criar amizade e tolerância”. É membro honorário da União Musical Dinamarquesa.



Em 2003, Goldschmidt fundou a Orquestra da Paz no Médio Oriente, onde músicos de renome internacional se reúnem para tocar música de cariz tradicional do Médio Oriente.
Enquanto compositor, Goldschmidt renovou a tradição da música judaica, escrevendo para a sua orquestra, para o cinema e para o teatro.
Mónica Pires (2CISP), Joana Nina Martins e Bárbara Gomes (3CISP), alunas de oboé da EPMVC

segunda-feira, 2 de março de 2015

Vidas com Música - Carlos Tony Gomes



Durante os dias 16, 17 e 18 de fevereiro de 2015, na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, decorreram Cursos de Aperfeiçoamento Artístico (Masterclasses) dos seguintes instrumentos: Contrabaixo (António Augusto Aguiar), Flauta (Jacques Zoon), Guitarra (Pedro Rodrigues), Saxofone (Fernando Ramos), Viola-d’arco (Paul Wakabayashi), Violino (Zofia Kuberska-Woycicka e Pedro Rocha) e Violoncelo (Carlos Tony Gomes).

O violoncelista Carlos Tony Gomes deu a seguinte entrevista ao “Folha da Música”:





1. Como descreveria o seu regresso à Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC) onde despontou como músico? Que sentimentos/emoções viveu nestes dias?

Vivi um misto de emoções ao regressar à EPMVC. Os dias que antecederam a minha chegada foram vividos com alguma ansiedade e nervosismo, por ter em mente a importância que a instituição, os funcionários e seus professores tiveram no meu percurso. Imaginar o meu primeiro professor (que me “suportou” durante seis anos (riso!)) presente na minha masterclass, foi sem dúvida um grande anseio. A minha preocupação principal foi corresponder às expectativas que ele e os alunos estavam a depositar em mim.
Contudo, não havia razão para nervosismos porque fui acolhido muito calorosamente e a masterclass decorreu de forma agradável e entusiasta. Foram três dias de intenso trabalho, onde pude conhecer alunos muito interessantes e interessados, com momentos divertidos à mistura.





Para mim, foram três dias fantásticos, que me permitiram adquirir novas ferramentas enquanto músico e professor. Espero ter superado as expectativas dos alunos, ter ajudado nas suas dificuldades e sobretudo ter transmitido um pouco do entusiasmo com que vivo diariamente, através do violoncelo e da música em toda a sua plenitude.


2. O que significou para si e para o seu percurso profissional, a passagem pela  EPMVC?

Teve um enorme significado. Foi na EPMVC que decidi fazer carreira como violoncelista. Olhando em retrospetiva, foram seis anos intensos, com muitos altos e baixos, inserido numa comunidade fantástica que ajudou a construir e a traçar o meu caminho e o meu “eu” como músico e como pessoa.





A EPMVC proporcionou-me uma juventude muito sui generis, pela panóplia de concertos e eventos em que participei, contactando com diferentes públicos e reações distintas, com várias viagens pelo distrito e experiências musicais de várias ordens. Enfim, o trabalho necessário para evoluir e conseguir o reconhecimento dos pares, os melhores resultados e a excelente sensação de dever cumprido. 





A EPMVC foi para mim e para muitos outros uma ótima fonte de conhecimento, experiência e preparação para a vida! 
Gostaria de evidenciar que, numa cidade como Viana do Castelo, onde não existe significativa produção cultural de cariz erudito, considero que a EPMVC teve e continua a ter um papel importantíssimo, promovendo a vida cultural da cidade. A Escola proporciona aos Vianenses a vivência da cultura erudita (a música “clássica”), procurando incutir nas pessoas, nos seus gostos pessoais e nos seus hábitos culturais este género de música, que não experienciariam se a EPMVC não “fosse até eles”. 

3. Que diferenças encontrou, comparativamente ao período em que aqui estudou, na forma de trabalhar, nesta nova geração de alunos?

Penso que na sua essência, a Escola mantém a mesma forma de lecionar, com todo o rigor e profissionalismo por parte da Administração e por parte dos professores, o que é um ótimo sinal para os alunos e para o seu futuro musical.
Numa forma geral, no que diz respeito aos alunos, penso que temos gerações excecionais, muito inteligentes e capazes, mas apresentando uma enorme falta de vontade de trabalhar e até alguma apatia. Trata-se de algo estranho e contraditório, pois atualmente eles têm maior facilidade no acesso à informação e ao conhecimento que necessitam, presencialmente (nas escolas) e à distância (através das novas tecnologias da informação). Acho que não estão a aproveitar devidamente as oportunidades daí resultantes.
Contudo, há sempre aqueles alunos que se destacam, que “puxam” e “arrastam” os colegas menos motivados, o que é muito importante para cada classe e eu vi um pouco dessa estrutura nesta masterclass.

4. Tendo em conta a sua abrangente e diversa experiência musical, que tipo de reportório prefere tocar? 

Isso acaba por ser pergunta difícil de responder. Como já referi anteriormente, sinto paixão pela música em toda a sua extensão.
As minhas experiências passam pela música erudita, variando entre repertório para violoncelo e orquestra, mas também, num panorama diferente, mas não menos importante, a música que vivencio com Rodrigo Leão, com quem tenho o privilégio de partilhar os palcos do mundo e com tenho oportunidade de trabalhar como instrumentista e orquestrador.





Tenho uma enorme dificuldade em decidir onde inserir este estilo de música (risos), pois vai “beber” a vários estilos, mas a nuance da música erudita está sempre lá. 
Seja como violoncelista, maestro ou até orquestrador, tenho um enorme prazer naquilo que faço, uma vez que, para mim, a música é um dos motores da arte e da cultura nacional, é também um forte impulsionador da economia e um gerador de emprego. Infelizmente, nos dias de hoje, este sentimento não é muito partilhado, mas procuro incuti-lo sobretudo nos meus alunos e nos seus pais, provando-lhes que a profissão de músico é um trabalho sério e árduo, que envolve muitas exigências e sacrifícios, mas também recompensas e reconhecimentos.

5. Que conselhos gostaria de deixar a todos os jovens músicos que querem prosseguir estudos e têm o sonho de se tornarem músicos profissionais?

São com certeza os mesmos conselhos que ouvem dos seus professores diariamente: trabalho, trabalho, trabalho e... trabalho! É inevitável. Para se fazer seja o que for, é preciso trabalhar e usar todas as nossas capacidades e competências. Procurando uma analogia muito clara para os mais novos: “até para se estar sentado em frente à TV/computador a jogar é necessário destreza, raciocínio e paciência para conseguir passar os vários níveis!”
Para ser-se músico profissional é necessário investir primeiro na educação, ou seja, investir em muitas horas de estudo e de aulas e muitos cursos de aperfeiçoamento artístico, workshops e masterclasses, até que dominem um instrumento de forma satisfatória. Também é necessário aprender a saber estar em palco (seja qual for a sua dimensão) e saber estar perante o público. 
Na nossa arte, tal como noutras, precisamos ter paciência, calma, organização e sermos metódicos em tudo o que estudamos, mas sobretudo pensar na “chama” que nos liga à música, que nos motiva e empurra para o nosso objetivo.
Como em tudo na vida, também ao longo do nosso percurso, é preciso uma boa dose de sorte, mas, para mim, a sorte surge do trabalho, por isso, é preciso trabalhar arduamente e insistentemente para conseguir participar no máximo de masterclasses nacionais e internacionais, participar em concursos, partilhar experiências nos estágios das orquestras juvenis, concorrer e participar nos mais variados festivais que existem pelo mundo. Só assim poderão surgir as oportunidades que nos podem levar a viver algo extraordinário.


Recorda-se que Carlos Tony Gomes estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC) com o professor Iminas Kucinskas (entre 1997 e 2003). Frequentou masterclasses com Márcio Carneiro, Pieter Wispelwey e Valentin Berlinsky, entre outros. Licenciou-se na Academia Nacional Superior de Orquestra e fez Mestrado na Universidade de Évora com os professores Paulo Gaio Lima (Violoncelo) e Paul Wakabayashi (Música de Câmara).
Apresenta-se regularmente com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Tocou em algumas das mais prestigiadas salas como o Coliseu dos Recreios e o Teatro Nacional S. Carlos (Lisboa), a Casa da Música (Porto), Petit Palau (Barcelona), Barbican Center (Londres), Is Sanat (Istambul) e LG Arts Center (Seul), entre outras.
Concluiu com a máxima distinção o curso de Direção de Orquestra no Conservatório Rayonnement de Lille (França), sob a orientação do Maestro Jean Sébastien Béreau.
Tem vindo a colaborar com vários músicos nacionais e internacionais, destacando-se os músicos portugueses Rodrigo Leão e Dead Combo.
Atualmente leciona as disciplinas de Violoncelo e Orquestra no projeto de Ensino Integrado de Música na Casa Pia de Lisboa.