A
14 de Fevereiro 2012, comemorou-se o dia de São Valentim com um coração gigante
composto pelos próprios alunos.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Dia Mundial da Dança na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, em 2011
Podem um violino, um
violoncelo, uma viola braguesa, um cavaquinho e um bandolim ajudar a comemorar
o Dia Mundial da Dança? Podem, se lhes juntarmos um vira e um punhado de
elegantes bailarinos.
O Grupo Etnográfico
de Areosa e a Escola Profissional de Música comemoraram juntos, de uma forma
simbólica mas emotiva, o Dia Mundial da Dança 2011.
O tema escolhido foi o Vira da Boa Viagem e a música saiu das mãos de Armando Gonzales (Violino), Luís Carvalhoso (Violoncelo), Daniel Cruz (Viola Braguesa), Flávio Cruz (Cavaquinho) e Yuriy Svyatenko (Bandolim).
As voltas do vira estiveram a cargo de Andreia Pereira, Carlos Pereira, João Parente e Mafalda Silva Rego.
O tema escolhido foi o Vira da Boa Viagem e a música saiu das mãos de Armando Gonzales (Violino), Luís Carvalhoso (Violoncelo), Daniel Cruz (Viola Braguesa), Flávio Cruz (Cavaquinho) e Yuriy Svyatenko (Bandolim).
As voltas do vira estiveram a cargo de Andreia Pereira, Carlos Pereira, João Parente e Mafalda Silva Rego.
sábado, 2 de outubro de 2010
Música sem Fronteiras em Viana do Castelo
O mar trouxe a Viana
do Castelo novos mundos, novas gentes. O porto de mar foi, durante séculos, o
mais importante elo de ligação entre os vianenses e outras povoações nos vários
continentes. Do e para o norte da Europa, África, Américas e Oriente, os navegadores
locais transportaram os mais variados produtos mas, também, intercambiaram
artes, ofícios, costumes e tradições, que os enriqueceram culturalmente.
No presente, são sobretudo
os espaços e eventos culturais que fomentam o encontro de povos e culturas e
trazem esses novos mundos a Viana do Castelo, seja através dos vários festivais
anuais aqui organizados, o de Blues, o de Jazz, o de Música Clássica, o de
Folclore, o de Teatro ou o de Cinema, seja por iniciativas como a Feira do
Livro e da Lusofonia.
Todos os anos,
músicos, compositores, escritores, pintores, actores, são convidados a
participar nos referidos certames apresentando os seus trabalhos, dando a
conhecer novas formas de imaginar o mundo, outros saberes, diferentes culturas
e identidades.
Mas há em Viana do
Castelo duas instituições educativas onde várias culturas se encontram
diariamente. Refiro-me à Escola Profissional de Música (EPMVC) e à Academia de
Música (AMVC) de Viana do Castelo, alicerces culturais da comunidade vianense
pela sua reconhecida actividade de formação musical e de organização de
eventos, uma vez que, entre os seus professores e alunos contam-se 14
nacionalidades.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Entrevista a José Lourenço, 2010
Entrevista
a José Lourenço, ator/narrador, direção cénica
para a Escola Profissional de Música de Viana
do Castelo,
por Andrea Fernandes e Amália Castro, em 2010
Na
qualidade de encenador, apresentou espetáculos no CCB (recital encenado “Ida e
Volta”), Fundação Calouste Gulbenkian (ópera “La Voix Humaine”), Casa da Música
(proto-opereta “La Leçon de chant eléctromagnétique”), Teatro Municipal
Sá de Miranda (estreia absoluta do conto musical “Como se faz cor-de-laranja”),
Teatro de Vila Real (suite “Marie Galante”), Centro Cultural
Vila Flor (conto musical “A Menina do Mar”), Teatro das Figuras (pasticcio
“A Lição de Offenbach”), Teatro Lethes (ópera cómica “The Boatswain’s
Mate”) e Auditório Lopes-Graça (óperas para marionetas “El Retablo de Maese
Pedro” e “Geneviève de Brabant”).
Paralelamente,
desenvolve atividade como cantor em óperas, oratória e
recitais (cf. http://www.tenorjoselourenco.blogspot.com). Nutre especial
interesse por contos musicais, sendo de registar atuações, na qualidade
de ator, no Teatro Nacional São João “As Aventuras de Pinóquio no País das
Brincadeiras”, Casa da Música “Momo” e Cinemateca Portuguesa “À Luz de Java”.
1. O
conto “Gnomos de Gnu” de Humberto Eco faz-nos reflectir sobre várias temáticas,
tais como a poluição, a destruição de florestas, a ambição e poder político, a
saúde pública, o respeito por outras culturas, entre outras. Que desafios
encontrou ao trazer estas temáticas para o palco?
Trata-se de temáticas muito cruas, objetivas ou, mesmo, hiper-reais... ora, as artes performativas (teatro, música, dança,...), assim como as artes literárias e plásticas (desenho, pintura, escultura,...) procuram abordar a realidade sob o ponto de vista da estética, da poesia e do humor. Por outras palavras, a arte procura fazer-nos viajar para lá do nosso universo tangível com o objectivo de proporcionar-nos novos ângulos de visão sobre ele próprio, tanto do ponto de vista objectivo como subjectivo. Este processo tem uma componente de fruição pura (divertimento) e outra de alargamento dos horizontes intelectuais de cada um. Voltando à pergunta, o principal desafio com que me deparei na companhia da Paula Conceição (assistente de encenação) foi encontrar e sublinhar as vertentes poética e/ou humorística de temáticas aparentemente desprovidas de tais aspectos. O rico imaginário de Umberto Eco e a excelente música de Sérgio Azevedo ajudaram. A importância de que assuntos como os abordados no espectáculo se revestem para o futuro de todos nós foi outra aspecto que me inspirou; não desperdiçar a oportunidade de os abordar junto de um público jovem foi motivante para todos.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Entrevista a Jean-François Lézé, 2010
Entrevista a Jean-François Lézé
para a Escola Profissional de Música de Viana do Castelo,
por Francisca Bastos, em 2010
Percussionista, pianista e compositor nascido em França.
Terminou os seus estudos no CNSM de Lyon nas classes de percussão e piano de
François Dupin, Georges Van Gught e Roger Muraro. Foi Chefe de Naipe da Orquestra Metropolitana
de Lisboa, professor da Academia Nacional Superior de Orquestra, professor de repertório de orquestra e
leitura à 1ª vista na Escola Superior de Música Artes do Espectáculo.
Actualmente, é Chefe de Naipe da Orquestra Nacional do Porto e professor de Projectos Colectivos e Improvisação da EPMVC. A sua intensa actividade pedagógica permitiu criar a melhor geração de percussionistas portugueses que hoje em dia trabalham nas principais orquestras. Tem sido convidado como solista para interpretar o Concerto pour percussion et Orchestre de Jolivet, o Concerto para Marimba solo e Orquestra de Cordas de N. Rosauro, a Suite em quatro andamentos para Marimba, vibrafone, piano e Orquestra de Bernardo Sassetti, e estreou o Ricercare de Filipe Pires para Marimba e Orquestra Sinfonica.
Colaborou em projectos de música de câmara com artistas como Artur Pizarro, Katia e Mariel Labeque, Natalia Gutman, Bernardo Sassetti e Mário Laginha. Tem os seus trabalhos editados em França pela Edition François Dhalmann, na Suíça pelas Editions BIM e em Portugal na AVA Musical Editions.
Actualmente, é Chefe de Naipe da Orquestra Nacional do Porto e professor de Projectos Colectivos e Improvisação da EPMVC. A sua intensa actividade pedagógica permitiu criar a melhor geração de percussionistas portugueses que hoje em dia trabalham nas principais orquestras. Tem sido convidado como solista para interpretar o Concerto pour percussion et Orchestre de Jolivet, o Concerto para Marimba solo e Orquestra de Cordas de N. Rosauro, a Suite em quatro andamentos para Marimba, vibrafone, piano e Orquestra de Bernardo Sassetti, e estreou o Ricercare de Filipe Pires para Marimba e Orquestra Sinfonica.
Colaborou em projectos de música de câmara com artistas como Artur Pizarro, Katia e Mariel Labeque, Natalia Gutman, Bernardo Sassetti e Mário Laginha. Tem os seus trabalhos editados em França pela Edition François Dhalmann, na Suíça pelas Editions BIM e em Portugal na AVA Musical Editions.
1. Como
surgiu esta disciplina (Projectos Colectivos e Improvisação) no currículo do
Curso de Instrumentista?
A Dra. Carla Barbosa teve a ideia de
criar a disciplina (original e única em Portugal) e convidou-me para orientá-la,
tendo como objectivo principal o desenvolvimento da criatividade artística.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Entrevista a Patrícia Vintém, 2010
Entrevista a Patrícia Vintém, aluna da Escola Profissional de
Música de Viana do Castelo (2000/2006)
para a Escola Profissional de Música de Viana
do Castelo
por Margarida Faria e Paula Miranda, em 2010
Patrícia Vintém nasceu em Portugal e iniciou os seus estudos musicais quando tinha sete anos. Em 1996 começou a prática de violino na Academia de Música de Viana do Castelo, e um ano mais tarde a prática de cravo.
Em 2003 conclui o Curso Básico de
Instrumento em violino com o Professor Miguel del Castillo e em 2006 o Curso de
Instrumento em cravo com o Professor Álvaro Cabrera Barriola na Escola
Profissional de Música de Viana do Castelo.
Patrícia licenciou-se em Música
Antiga, cravo, na Escola Superior de Música de Lisboa em 2009, onde estudou com
Cremilde Rosado Fernandes e Ana Mafalda Castro.
Atualmente encontra-se a estudar cravo
no Conservatório Real de Haia sob orientação de Jacques Ogg.
No concurso “Carlos Seixas 2004” que teve lugar em
Lisboa ganhou o 2º prémio e também fez parte da maratona de Scarlatti realizada
por toda a Europa. Apresentou-se em concerto em diferentes salas de concerto
pelo País como Casa da Música (Porto), Museu da Música, Teatro São Carlos,
Academia de Santa Cecilia, Museu do Azulejo (Lisboa), Teatro Nacional de
Almada, entre outras.
Tem participado e assistido a cursos e
masterclasses de Música Antiga – cravo e música e câmara – em Portugal e no
estrangeiro – Paris, Viena, Daroca (Zaragoza) – com David Moroney, Petra
Zenker, Giorgio Cerasoli, Ilton Wjuniski, Rinaldo Alessandrini, Richard Gwilt,
Paul Dombrecht, Gustav Leonhardt, Laura Pontecorvo, Andrea Coen, Álvaro Lopes
Ferreira, Olivier Baumont, Ketil Haugsand, Ana Mafalda Castro.
Foi cofundadora do ensemble Les Esprits Animaux, especializado na
interpretação historicamente informada de música do período Baroco.
Já lecionou teclado, cravo e teoria
musical em diversas escolas em Lisboa tais como no Lugar da Música e na Academia
de Amadores de Música de Lisboa. Atualmente encontra-se inserida num projeto
chamado MEMO que pretende levar execuções musicais a pré-primárias localizadas
em Haia.
1) Patrícia, apesar de teres iniciado o teu estudo musical com um instrumento de orquestra, o violino, por que motivo é que optaste pelo cravo?
A música é para mim uma paixão e o cravo, desde a primeira vez que ouvi o seu som, soube logo que era um amor à primeira vista. O momento da escolha entre o violino e o cravo foi inevitável. Era um sonho prosseguir com os dois instrumentos, mas para atingir o nível profissional era necessário uma carga horária de estudo e dedicação que não possuía na altura. A música tem de se amar para realmente se superar todos os momentos e o cravo era o instrumento que melhor me completava. Não se tratava de ser ou não instrumento de orquestra, porque, bem vista a situação, o cravo ocupa o lugar mais importante numa orquestra barroca. Mas quis conjugar a qualidade à paixão e assim optei pelo cravo.
1) Patrícia, apesar de teres iniciado o teu estudo musical com um instrumento de orquestra, o violino, por que motivo é que optaste pelo cravo?
A música é para mim uma paixão e o cravo, desde a primeira vez que ouvi o seu som, soube logo que era um amor à primeira vista. O momento da escolha entre o violino e o cravo foi inevitável. Era um sonho prosseguir com os dois instrumentos, mas para atingir o nível profissional era necessário uma carga horária de estudo e dedicação que não possuía na altura. A música tem de se amar para realmente se superar todos os momentos e o cravo era o instrumento que melhor me completava. Não se tratava de ser ou não instrumento de orquestra, porque, bem vista a situação, o cravo ocupa o lugar mais importante numa orquestra barroca. Mas quis conjugar a qualidade à paixão e assim optei pelo cravo.
sábado, 1 de maio de 2010
Entrevista a Bernardo Sassetti, 2010
Entrevista
a Bernardo Sassetti
pelas alunas Paula Miranda e Susana Magalhães
da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, em 2010
Nasceu em Lisboa em Junho de 1970.
Iniciou os seus estudos de piano clássico aos nove anos com a professora Maria
Fernanda Costa e, mais tarde, com o professor António Menéres Barbosa, tendo
frequentado também a Academia dos Amadores de Música.
Dedicou-se ao Jazz, estudando com Zé Eduardo, Horace Parlan e
Sir Roland Hanna.
Em 1987, começou a sua carreira profissional, em
concertos e clubes locais, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras
Jazztet. Participou em inúmeros festivais com Al Grey, John
Stubblefield, Frank Lacy, Andy Sheppard, entre outros. Desde então, apresentou-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler,
Freddie Hubbard, Paquito D´Rivera, Benny Golson, Steve Nelson, integrado na
United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker, entre outros.
Como compositor, escreveu suites para piano e orquestra e para 2 pianos e
orquestra, entre muitas outras peças para pequenas formações.
Das gravações editadas em seu nome registam-se as seguintes: Salssetti; Conrad
Herwig + Trio Bernardo Sassetti – Live; Mundos; Nocturno (1º
prémio Carlos Paredes); Mário Laginha/Bernardo Sassetti; Índigo, Livre;
Grândolas (em duo com Mário Laginha); Ascent (1º prémio Carlos Paredes); banda
sonora do filme Alice (2005); Unreal –
Sidewalk Cartoon; banda sonora da peça de teatro Dúvida e 3 Pianos (em trio com
Mário Laginha e Pedro Burmester).
Dedicou-se regularmente à música para cinema, tendo realizado vários trabalhos, entre os quais se destaca a sua participação no filme
The Talented Mr. Ripley, de Anthony Minguella.
Os seus mais importantes trabalhos de composição para cinema são os seguintes:
Maria do Mar de Leitão Barros, Facas e Anjos de Eduardo Guedes, Quaresma de
José Álvaro Morais, A Costa Dos Murmúrios de Margarida Cardoso, Alice de Marco
Martins, 98 OCTANAS de Fernando Lopes.
Para Teatro, compôs a música de A Casa de Bernarda Alba (encenação de Diogo
Infante e Ana Luísa Guimarães), Frei Luís de Souza – Uma Leitura Encenada por Ricardo Pais e Dúvida
(encenação de Ana Luísa Guimarães), editado recentemente em CD.
Presentemente, e como concertista, apresenta-se em piano solo, em trio com
Carlos Barretto e Alexandre Frazão, em duo com o pianista Mário Laginha ou em
trio de pianos com Mário Laginha e Pedro Burmester
1-
Como
foi a experiência de trabalhar um repertório de enorme maturidade com os jovens
da nossa orquestra?
BS - Foi uma
experiência brilhante e enriquecedora. Tivemos oportunidade de dialogar muitas
vezes, tanto em grupo como individualmente, e estes dois dias de intenso
trabalho revelaram pequenas coisas nas quais eu não acreditava totalmente.
Enganei-me. Estes jovens mostraram um entusiasmo e uma dedicação fora do comum.
Ouviram as minhas ideias sobre cada um dos movimentos e reproduziram-nas,
tocando, de forma quase definitiva. Inesquecível.
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